A editora começou publicando histórias do Pato Donald, para depois reproduzir outras do Mickey, do Zé Carioca e outros personagens. O maior lançamento da Abril aconteceu em 1970, com a publicação da primeira revista em quadrinhos da Mônica, personagem de Maurício de Sousa. A editora publicou a revista e mais outras de personagens de Sousa até meados dos anos 1980, quando as publicações passaram a ser geridas pela Editora Globo. Para utilizar as histórias em quadrinhos em sala de aula, é importante selecionar obras adequadas à faixa etária dos alunos e que sejam relevantes para o conteúdo que se pretende ensinar. Um dos pontos destacados na BNCC é o uso das histórias em quadrinhos em sala de aula, que são uma ferramenta pedagógica valiosa para o ensino de diversas disciplinas, como língua portuguesa, história, geografia, artes e até mesmo ciências.
HQs na TV e no cinema
Nas décadas de 1920 e 1930 surgiram personagens como Gato Félix, de Pat Sullivan; Tintin, de Hergé; Mickey Mouse e Pato Donald, de Wallt Disney; Batman, de Bob Kane, Super Homem, de Jerry Siegel e Joe Shuester. Consideradas um importante meio de comunicação do século XX, as HQs ganharam espaço no mundo da arte e fazendo jus ao seu título de 9ª arte. O cinema de Hollywood fez diversas adaptações de quadrinhos, tais como Batman, Homem-aranha, Vingadores etc.
→ Estrutura e linguagem
Deve se proporcionar aos educandos o desenvolvimento de suas potencialidades motoras psicológicas, intelectuais e sociais, utilizando-se das diferentes formas de construção do conhecimento. Nesse sentido As HQs são recursos didáticos atraentes, possuem uma linguagem clara, informações atualizadas e abordagem interdisciplinar, e possibilitam a leitura e a autoria de textos de rica significação para os seus autores. É relevante se ter claro que introduzir essa mídia na prática docente, é possível desde que numa abordagem bem planejada, seguindo o que dita sobre a mesma os PCNs com relação sua adequação para qualquer, série, idade, conteúdo ou grau de estudo. As histórias em quadrinhos têm grande importância na cultura popular, sendo uma forma de arte que combina texto e imagem para contar histórias e transmitir mensagens. Além disso, as HQs são uma fonte de entretenimento e diversão para pessoas de todas as idades. No Brasil, as primeiras histórias em quadrinhos foram publicadas na década de 1910, em jornais e revistas.
Resumo sobre história em quadrinhos
Muitos alunos que já dominam a leitura, acham difícil escrever ou não conseguem expor suas intenções ou expressar suas opiniões em um texto. Bem conhecidas por crianças e adolescentes, as HQs sempre chamaram a atenção pelas ilustrações, textos curtos e diálogos simples. Em 1905, apareceu a revista “Tico-Tico”, feita para crianças, trazendo a publicação das “Aventuras do Gato Felix”. A principal função dessas histórias era de trabalhar valores, defender os direitos intelectuais e sentimentais das mulheres, além de divertir as crianças. Última esperança brasileira de medalha na vela, uma das grandes modalidades do Brasil em Olimpíadas, Bruno Lobo acabou caindo na semifinal e se despediu do torneio.
Essa diversidade permite que os artistas explorem diferentes temas e formas expressivas. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que estabelece as diretrizes pedagógicas para a educação básica no Brasil, desde a educação infantil até o ensino médio. Ele define os conhecimentos, habilidades e competências que os alunos devem desenvolver em cada etapa escolar. Em 1905, foi lançada a revista Tico-Tico, considerada a primeira revista em quadrinhos do Brasil, desenhada por Renato de Castro. Em 1930, as tirinhas passaram a compor a revista, com personagens famosos do exterior, como o camundongo Mickey Mouse e O Gato Félix, que passam a ser publicados no Brasil. O gênero ficou muito conhecido nos Estados Unidos, no século XX, por ter sido uma das formas que o país usou para lidar com a Grande Depressão de 1929, com a queda da bolsa da valores.
Deixe que a imaginação tome conta da sala de aula e deixem que eles se expressem por desenhos. Indo além de explicar elementos visuais através dos textos e legendas, os quadrinhos são também um exercício prático durante o processo criativo. O Brasil teve excelentes quadrinhistas, mas o público preferia os quadrinhos importados, de super-heróis americanos, como Batman, Capitão América, Fantasma, Mandraque, o que impediu que os nossos quadrinhos perdurassem no mercado. Além das HQs, também há as Graphic Novels (ou romances gráficos), que são como HQs publicadas no formato de livros. Geralmente, elas são mais densas e possuem um maior número de páginas, além de terem a parte gráfica bastante valorizada, com páginas mais grossas e com maior qualidade. As HQs estão disponíveis em vários gêneros, como drama, comédia, ficção científica e fantasia, pensadas para vários gostos literários, idades e níveis de leitura.
Em 1939, em resposta ao lançamento de O Mirim, revista de Aizen, Marinho lançou a revista O Gibi, tendo como personagem um menino levado. Alguns anos depois, em 1945, Aizen fundou a Editora Brasil-América Ltda, conhecida como EBAL, que publicaria materiais da Disney e republicava histórias do Batman e de outros personagens da DC Comics. Em 1949, Victor Civita assumiu a Editora Abril, que viria a ser um dos maiores grupos de comunicação da América Latina.
Jornal político de João Alberto Lins de Barros, a publicação triplicou as vendas às quartas-feiras, dia em que saía o suplemento, chegando a vender 60 mil exemplares e sendo disputado por crianças e adolescentes. O Suplemento reproduzia histórias do Tarzan ao Príncipe Valente, do Dick Tracy ao Mandrake. Na década de 1930, chegou a ter mais de 100 mil exemplares vendidos, sucesso que se repetiu também no início dos anos 1940. A origem das histórias em quadrinhos é incerta, mas a propensão humana em contar histórias combinando texto e imagem é universal.
[…] Os leitores de histórias em quadrinhos são também leitores de outros tipos de revistas, de jornais e de livros”. Já nos anos 1960, as editoras norte-americanas investiram em renovação das histórias de personagens e repensaram os super-heróis, que passaram a conviver com os problemas enfrentados pelo mundo naquele contexto. Grandes editoras como a DC Comics e a Marvel criaram dezenas de novos heróis, dando novo fôlego para a indústria.
Filmes de super-heróis são lançados todos os anos, e personagens como o Homem de Ferro e o Capitão América se tornaram ícones da cultura pop. Pinturas nas paredes das cavernas, hieróglifos egípcios e ilustrações em manuscritos medievais são exemplos de formas primitivas de contar histórias visualmente. Ester Belaire, chefe de estudos de Ensino Secundário do grupo Brains Internacional Schools explica que “os quadrinhos têm a capacidade de se tornar a porta de entrada perfeita para a literatura, mas também para a arte e o conhecimento em geral. Os primeiros quadrinhos são ouvidos e vistos, mas logo permite que as crianças se tornem os protagonistas de sua educação de uma forma divertida e simples”. A leitura de quadrinhos proporciona um aumento da criatividade, uma aproximação ao mundo da arte e a aprendizagem de assuntos tão variados como cultura ou ética. Alguns especialistas também recomendam que os criadores de quadrinhos adquiram conhecimentos de cultura geral e se interessem por diversos campos.
O documento também destaca a importância dos quadrinhos para a educação patrimonial, ao abordar a história e a cultura brasileira por meio de personagens e narrativas. O país acompanhou a tendência mundial de aprimoramento e de crescimento das histórias em quadrinhos no início do século XX, após as experiências de Angelo Agostini em meados do século XIX. A revista Tico-Tico, criada em 1905 e destinada ao público infantil, reunia material estrangeiro, em especial francês e norte-americano, como histórias do Gato Felix e do Mickey Mouse. Ao longo do tempo, a revista também se mostrou um espaço para artistas nacionais, até seu fim, na década de 1950. Em 1933, começou a circular o Suplemento Infantil, que um ano depois adotaria o nome de Suplemento Juvenil. A novidade foi trazida para o Brasil pelo editor Adolfo Aizen, que teve a iniciativa de encartar junto ao jornal A Nação uma revista destinada ao público infanto-juvenil.
O primeiro ponto é lembrar que os quadrinhos apresentam uma linguagem visual – desenhos, cores, formas –, além da linguagem verbal. Por isso, sentimentos, emoções e movimentos, por exemplo, serão “desenhados” nas expressões faciais dos personagens, em seu corpo, e não serão narrados em palavras. Foi nessa década que surgiram os comic books (os gibis que conhecemos hoje), livros que traziam histórias completas. Depois dele, diversas histórias de ficção científica, aventura e fantasia foram criadas. Seja nas tirinhas de jornais e revistas, seja nos gibis com histórias completas, todos temos referências de personagens como Mafalda, Garfield, Super Homem e Snoopy.
Cada uma dessas premiações reconhece as melhores obras e artistas do ano em diversas categorias. As principais editoras de histórias em quadrinhos no mundo são a Marvel Comics e a DC Comics, ambas sediadas nos Estados Unidos. Outras editoras importantes criação de quadrinhos incluem a Image Comics, a Dark Horse Comics e a IDW Publishing. As histórias em quadrinhos são comercializadas por meio de revistas especializadas, álbuns encadernados, edições digitais e adaptações para outras mídias, como filmes e séries de TV.
