A televisão e sua influência

A televisão e sua influência

Em países mais femininos, como a Suécia e a Noruega, não existem diferenças entre os resultados dos dois sexos, que exprimem os mesmos valores de ternura e de generosidade. A seguir, no próximo item, será examinada a constituição do gênero segundo a perspectiva da família. Em diferentes situações, uma das maiores queixas de mulheres sozinhas é a dificuldade de lidar com o dinheiro, com as contas e com outras questões burocráticas, geralmente tratadas pelos homens.

Num mundo cada vez mais “aberto” e povoado de máquinas que lidam com o saber e com o imaginário, a escola apega-se ainda aos espaços e tempos “fechados” do prédio, da sala de aula, do livro didático, dos conteúdos curriculares extensivos, defendendo-se da inovação. Ao término deste artigo, é pertinente dizer que somente a constituição de um discurso feminino de resistência com poder de desnaturalizar preconceitos, crenças e tabus presentes no discurso masculino poderá construir a nova identidade da mulher contemporânea. Essa deve ser a meta futura do gênero feminino na luta política pela igualdade e emancipação da mulher. Em muitas comunidades, mulheres nessas circunstâncias não desfrutam de respeito social, sendo olhadas com certa desconfiança. Geralmente, as mulheres separadas ou divorciadas perdem muito nas relações sociais. Diante de tais situações, os relacionamentos tendem cada vez mais a ser alvos de cuidadosas negociações sob a vigilância de um feminismo crescente que defende a igualdade dos gêneros em todos os âmbitos da sociedade.

Concordo em todos os pontos com Cardoso, quando ele fala da invasão e falta de total escolha frente a tanta pornografia – mesmo ele falando não ser contra a pornografia. Historicamente esse papo de “jeitinho brasileiro”, sempre querer o bem para si, sem pensar no coletivo, só trouxe iptv teste gratis problemas. Da escolha dos representantes políticos (que importa se X sempre trouxe inovações para a saúde e educação? Y deu um emprego de salário mínimo para minha filha. Z me deu 200 reais pra fazer a feira), sempre subornar autoridades, tá errado, mas é barato vamos continuar.

Quando soube que seu tema seria “TV e sua influência”, me veio em mente a entrevista de Pedro Cardoso no programa Sem Censura, da TV Brasil. De uma forma muito interessante Cardoso analisa a invasão do direito, da liberdade individual e a sobreposição da sensualidade nos programas da TV brasileira. O artigo destaca o papel da mídia, principalmente da TV, como um novo agente do processo político, substituindo até instituições tradicionais como os Partidos. Analisa como essa força atua no vácuo de uma sociedade civil pouco organizada, na qual prepondera um sistema de comunicação anti-democrático. Devem aprender desde muito pequenos a não chorar, a serem duros com relação aos seus sentimentos.

O papel da televisão na cultura moderna

Os aspectos cognitivos, especialmente aqueles relacionados com a “autodidaxia”, por exemplo, são de extrema relevância para se compreender como funciona a auto-aprendizagem numa situação de ensino mediatizado. Os novos “modos de aprender” são ainda uma incógnita para a maioria dos professores. O caráter heterogêneo das sociedades latino-americanas fez surgirem “formas descontínuas, alternativas e híbridas que desafiaram a hegemonia do grande relato da modernidade”, caracterizando uma espécie de pós-modernidade avant la lettre (Yudice 1995, p. 64). A nova ética de cidadãos livres e indivíduos autônomos não admite mais a interferência na privacidade (identificada com a família e o lar) representada pela exigência católica da confissão, por exemplo.

O cearense, que nasceu na Síria no início do século passado, que migrou com a família para o Brasil, que passou por Belém, que chegou ao Ceará aos sete anos, que viveu parte de sua juventude no Crato, que honrou a tradição do homem de negócios e que se tornou, ainda na década de trinta, um empresário de comunicação. Isso quando sírios e libaneses ainda nem sonhavam em se tornar personagens simpáticos e bonachões nos romances de Jorge Amado. Autorizo a publicação do artigo submetido e cedo os direitos autorais à revista, na versão impressa e eletrônica, caso o mesmo seja aprovado após a avaliação dos pareceristas.

Contudo, a televisão abre a sua programação para os debates e as reflexões acerca de temas importantes, em que o cidadão tem a oportunidade de analisar o processo de mudança cultural que ocorre, ciclicamente, na nossa sociedade como um todo. Eventos históricos, como a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, tiveram seu papel importante na história do desenvolvimento da televisão. Novos aparelhos e tecnologias de transmissão eram criados para facilitar a comunicação. Serão imprescindíveis a interdisciplinaridade e a colaboração de profissionais de outros campos que virão necessariamente contribuir com o campo da educação, profissionais das áreas de comunicação e informática, principalmente mas não só, que trabalharão de modo integrado aos profissionais do campo da educação. Novas funções estão surgindo que exigem novas definições profissionais e de formação. Aos ideais universais e às grandes teorias sociais opõem-se agora valores heteróclitos e narrativas fragmentadas; o espaço público dos salões e dos cafés burgueses é substituído pelo simulacro espetacular repetido incessantemente pelas diferentes mídias.

O discurso da época para os cursos de magistério era de que a jovem que fizesse tal curso, ao mesmo tempo, que se prepararia para se casar, poderia também, quem sabe, trabalhar fora meio turno, preferencialmente, o da tarde. Nesta virada de século, as verdades, os limites e as noções sobre o sujeito alteraram-se profundamente. A ausência de um paradigma preponderante para defini-lo provoca o aparecimento de complexa rede de sentidos, mantida pelo discurso, cujo papel é construir a identidade do sujeito contemporâneo. As diferentes ordens do discurso, responsáveis pelas mudanças do sujeito, constituem a identidade feminina e, por estarem submissas a momentos históricos específicos, abrigam experiências particulares, emoções e vivências culturais que permitem a construção social da subjetividade da mulher. Dessas diferenças resultam dificuldades para o sexo feminino construir uma nova identidade.

Daí a razão de ter sido requerido às feministas um discurso popular cujo objeto constituísse verdadeira luta política no sentido de revelar as práticas de dominação do sexo masculino. Nas relações familiares, as mudanças identitárias têm sido estimuladas pela troca, redução ou expansão de papéis. A família tradicional (com pais, irmãos, avós, tios e primos) tende a alterar cada vez mais os seus contornos e muitas dessas famílias só existem em antigos retratos.


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