Observou-se que essa associação pode ser explicada, em parte, pela redução da exposição à poluição do ar e ao ruído e, em menor proporção, pelo aumento da atividade física e do suporte social. Até mesmo o simples acesso visual a elementos suporte para vasos de plantas da natureza pode beneficiar o bem-estar mental. Em nível estadual, tem-se os exemplos do Ceará, Paraíba, Paraná, Piauí, Santa Catarina e São Paulo onde oficializou-se um arcabouço legal próprio para a arborização urbana.
Um dos benefícios proporcionados pelo plantio de árvores é a purificação do ar. As folhas absorvem o dióxido de carbono para auxiliarem na estrutura e nas funções da planta. Junto com o gás carbônico, ainda são absorvidos a poeira e outros contaminantes como monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e de enxofre. A PNAU surge para suprir a lacuna no arcabouço legal brasileiro em relação aos normativos que regulamentam a arborização em seu território. As árvores urbanas são equipamentos urbanos pertencentes à infraestrutura verde que compõe as cidades e, juntamente com o mobiliário urbano, integram a paisagem ao lado da infraestrutura cinza (construções) e azul (corpos hídricos). São assim definidos todos os espécimes arbóreos que se desenvolvem dentro dos limites urbanos, tanto em área pública como privadas, individualmente ou compondo fragmentos florestais.
A poluição do ar nas megacidades
Para retirar a sua, você deve se dirigir até a Secretaria do Meio Ambiente da cidade levando os documentos pessoais (RG e comprovante de endereço) e os técnicos vão indicar a planta mais adequada para cada área particular. Os parques da zona leste, oeste, norte e sul da capital distribuem, diariamente, mudas de árvores e outras plantas herbáceas. Cada cidadão tem o direito a 10 mudas de árvore e cinco plantas por ano. Para adquirir uma delas é preciso se dirigir aos parques com documento de identificação e comprovante de endereço.
E são onerosas e ineficientes para propiciarem o desenvolvimento de novas brotações que deverão ser eliminadas novamente no ano seguinte. É lembrado pela SMA (2008) que as árvores encontradas nas rodovias são consideradas um patrimônio público e, enquanto a maioria dos bens públicos deprecia com o passar do tempo, o valor das árvores aumenta desde seu plantio até sua maturidade. E NELSON (1976 apud MILANO e DALCIN, 2000) indica haver concordância entre pessoas sobre a atratividade de cenas de ordem ambiental e as possibilidades e funções estéticas das árvores de acordo com suas qualidades físicas. De acordo com a COPEL (2009), os benefícios proporcionados pelas árvores são geralmente classificados como benefícios ecológicos, estéticos, econômicos e sociais. E, juntamente a estes, MILANO e DALCIN (2000) valorizam benefícios como o bem-estar, à significância histórica e cultural e os aspectos psicológicos da comunhão do ser humano com a natureza.
Como as árvores podem ajudar na recuperação de áreas degradadas?
Devido ao fato de a rede elétrica ser subterrânea, não há contato com fios em ambos os casos. Nas Figuras 15 e 16 é exibida uma árvore jovem e de médio porte cuja copa encosta-se à rede elétrica aérea convencional da via. Seu tipo de tronco é frágil e a área drenante que o circunda é pequena.
E não podemos esquecer que elas também fornecem sombra nos dias quentes de verão, protegendo-nos dos raios UV prejudiciais. OLIVEIRA, Gisele Silva; TAVARES, Antônio Alves; “Levantamento e caracterização das variáveis utilizadas em estudos sobre arborização urbana”, REVSBAU, v.7, n.3, p.75-87, 2012. A seguir, no Quadro 1, baseado em SVMA (2005), constam as distâncias mínimas que as árvores, de acordo com o seu porte, devem guardar de alguns elementos urbanos. Quanto à altura da primeira bifurcação, SVMA (2005) e GONÇALVES et al. (2007) defendem que ela deve ser de, no mínimo, 1,80 metros. Para MILANO e DALCIN (2000) o menor valor aceitável para esse quesito são 2,00 metros.
Florestas e água estão sempre juntas
Além disso, verificou-se espaços permeáveis em torno dos troncos e a existência de rede elétrica subterrânea, proporcionando um ambiente mais seguro e harmônico visualmente, de forma que as copas das árvores não entram em contato com a fiação. A poda de árvores é, para MILANO e DALCIN (2000), o método de manejo da arborização urbana de maior significado e importância e o resultado desta prática, aliado ao plantio, é o ponto máximo de interatividade com a população, o poder público e a mídia. O trabalho de poda é um facilitador para o relacionamento harmonioso da arborização com seu espaço, o que incrementa os resultados esperados, garante longevidade da arborização e corrige e/ou minimiza os efeitos de um planejamento inadequado. Para VELASCO et al. (2006), um dos primordiais desafios para a arborização viária de uma cidade é a disputa entre as árvores e as redes elétricas pelo espaço das calçadas. Segundo a SVMA (2005), a gestão pública dispõe de vários meios técnicos para propiciar uma melhor qualidade de vida aliada à conservação ambiental, sendo que, dentre estes meios, está o planejamento, a implantação e a manutenção da arborização urbana.
Desta maneira, nos subcapítulos a seguir pretende-se fazer propostas, em conformidade com os estudos de diversos autores, para a elaboração de um manual técnico de arborização para as cidades fluminenses de São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro. Assim, a vantagem da realização do censo é a obtenção de informações (características e parâmetros) reais da população estudada. Já a principal desvantagem é a limitação quanto ao tamanho da população, sendo mais difícil aplicá-lo em grandes populações, em função dos custos elevados e do maior tempo necessário para sua execução.
Para SVMA (2005), em calçadas com largura inferior a 1,50 metros, não é recomendável o plantio de árvores. As calçadas deverão ter uma largura mínima de 2,40 metros em locais onde não é obrigatório o recuo das edificações em relação ao alinhamento e de 1,50 metros nos locais onde esse recuo for obrigatório. Na Figura 25 seguinte, tem-se a fotografia panorâmica da Rua Quinze de Novembro (parte próxima ao Plaza Shopping), onde é possível notar-se a existência de um canteiro central com arbustos e palmeiras, a ausência de fiação elétrica aérea e raízes de pouco impacto sobre o solo. O programa Arbor et Salus, de acordo com DEF – UFV (s.d.), foi desenvolvido por Wantuelfer Gonçalves e Leacir Nogueira Bastos na tentativa de suprir uma lacuna existente no campo da utilização dos sistemas de informações computadorizadas no manejo da arborização no Brasil. O software foi desenvolvido no departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa. De acordo com GONÇALVES et al. (2007), para diagnosticar o estado em que se encontra a arborização urbana de uma cidade, o técnico precisa de um exame no qual ele possa se basear.
Em termos de planilha eletrônica, o programa Excel é um dos que apresenta alta disponibilidade no mercado, tendo sido muito usado para processamento de dados de inventário de arborização, especialmente em cidades pequenas, onde a quantidade de dados não é tão grande. A remoção dos galhos, sobretudo aqueles com diâmetros maiores, requer uma execução profissional. Para MILANO e DALCIN (2000), é errado cortar rapidamente do topo para a base do colar, pois o galho pode lascar e a casca do lado de baixo do colar pode descarnar ou rasgar.
